Moda

Passarela: Semana de Moda de Dacar adota postura contra o branqueamento

Olá meninas, tudo bom? Essa semana li uma matéria publicada na Reuters e fiquei chocada. Na esperança de conseguir o tom “café com leite”, modelos senegalesas estão aderindo às técnicas de clareamento de pele. Isso mesmo!

Para reverter esse quadro, a fundadora da Semana de Moda de Dacar, Adama Ndiave proibiu a participação de modelos que usem cremes de despigmentação. “Estou tentando ensiná-las a gostarem de si mesmas”, disse Ndiaye. 

Modelo sendo maquiada antes do desfile. Foto: Getty Images
E como não podia ser diferente, a tendência da passarela ganhou muitos adeptos nas ruas. De acordo com o jornal Sud Quotidian, mais de 60% das senegalesas usam produtos de clareamento para fins estéticos. Muitas delas exibem sinais de machas descoloridas nos braços, pernas e rosto.
Confesso que fiquei muito triste depois que li esta matéria. Além da pressão pelo “corpo perfeito”, muitas delas não suportam o peso de serem negras e da falta de oportunidade no mercado da moda. Por isso, muitas modelos preferem se submeter a tratamentos estéticos perigosos em busca de um tom mais claro de pele. Isso é um absurdo! Casos como este deveriam servir de alerta para indústria da moda! A beleza da mulher negra precisa ser valorizada! Não apenas nas passarelas! Na televisão, por exemplo, o papel destinado ao negro é sempre o de empregada doméstica e pobre. Por quê? O nosso tom de pele deveria ser motivo de orgulho e não de vergonha! 
Desculpem o desabafo, mas fiquei revoltada com esta matéria. Tenho muito orgulho da minha cor e espero que cada vez mais as mulheres mulatas e negras de todo o mundo tenha consciência de que não é um “creme clareador” que fará delas menos ou mais bonitas! 
Beiijosssss

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