Pessoal

A sensação de estar perdendo algo…

Ah, a ansiedade! Se você, como eu, convive com esse “monstrinho interno” sabe muito bem do que eu estou falando. Sou tão (mais tão ansiosa) que chego a perder o sono quando estou prestes a enfrentar algo novo e, além disso, sempre sinto que estou perdendo algo.

não fazer nada

E para aproveitar cada minuto na terra decido fazer tudo de uma vez. Sim, tudo! Por exemplo, eu adoro fazer cursos (amo estudar!). Já fiz aulas de inglês, francês, italiano, yoga, circo, dança, modelagem, artesanato, desenho, jornalismo gastronômico, cientifico e literário, e por aí vai… Já cheguei ao cúmulo de fazer quarto cursos ao mesmo tempo.  E, mesmo assim sentia que estava perdendo alguma coisa, então aproveitava o tempo livre para marcar de sair com namorado e também encontro com grupos de amigos diferentes no mesmo dia. Resultado: eu sempre acabava dando o cano!

Sim, estava tão cansada por causa do excesso de atividades e na dúvida de onde ir que acabava não indo a lugar nenhum. E depois, quando via as fotos no Facebook e no Instagram, ficava triste por não ter participado de nada. E passava a noite me questionando sobre o sentido da vida. Parece exagero, mas não é! É a mais pura verdade! Nunca tinha reparado o quanto essa mania era irritante, até o começo deste ano. Às vezes na vida você precisa perder algo importante, para perceber que está trocando os pés pelas mãos na ânsia de aproveitar cada momento.

Esta semana li um post no blog da Fe Nêute, autora do Feliz com a Vida, que me deixou – desculpa pelo trocadilho – feliz da vida por saber que não sou a única pessoa que age desta forma. Além da ansiedade, eu sofro de FOMO (Fear of Missing Out), que em tradução livre quer dizer medo de estar perdendo algo.

E vejam como a vida é irônica: eu tive que perder algo para perceber que sofria de FOMO.  Desde então entendi que precisava dar prioridade para outras coisas na minha vida. Percebi que eu não preciso fazer tudo e estar em todos os lugares para me sentir viva! Muito pelo contrário!  Ler um livro, dormir até mais tarde, sentar em um parque ou ficar sem fazer absolutamente N-A-D-A, também é vida! Sim, é vida! Confesso que não é fácil. Às vezes ficar sozinha, comigo mesmo, é quase insuportável, mais hoje aprendi que é necessário.

FOTO POST

Na semana passada, por exemplo, fiquei doente e decidi me desconectar do mundo. Como? Desliguei o wi fi do meu celular. No primeiro dia senti falta das mensagens nos grupos do WhatsApp e das atualizações do Facebook. No dia seguinte nem lembrava mais que tinha celular e fiquei preocupada em zapear a programação do Telecine.

Na segunda-feira, antes de ir trabalhar, liguei a internet para ver os meus e-mails. E, para minha surpresa, vi que posso sobreviver – muito bem obrigada – sem ficar escrava destes aplicativos. Percebi o quanto me torturava quando olhava as atualizações do Facebook e do Instagram e via fotos dos meus amigos na praia, no barzinho, viajando, enquanto eu estava em casa.  Percebi que a vida real é muito mais interessante do que o status social! A gente apanha na vida, mas aprende alguma coisa, né?

Assisti esse vídeo no blog Feliz da Vida e gostaria de compartilhar com vocês. Ele mostra como, muitas vezes, a gente pauta a vida real no mundo virtual.

 

Beijos!

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