Leitura

Leitura: A garota do trem

Você se considera uma pessoa observadora? Costuma analisar as residências e seus moradores durante o trajeto de casa/trabalho?  Já chegou a se sentir próximo de uma pessoa pelo simples fato de vê-la com frequência, sem nunca se quer ter trocado uma palavra? Se sim, então você precisa conhecer a Rachel, personagem principal do livro A Garota do Trem, da jornalista Paula Hawkins.

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Considerado um ‘triller psicológico’, a trama é uma narrativa na 1ª pessoa de três mulheres: Rachel, Megan e Anne.

Rachel é alcoólatra e não consegue superar o término do seu casamento com Tom, após ser trocada pela amante, Anne.  O momento mais palpitante da vida de Rachel é o trajeto de trem que faz, diariamente, de casa para o trabalho. Em um trecho da viagem ela passa a observar a casa de um jovem casal, a quem chama de Jess e Jane. Um dia ela descobre que Jane (que na verdade se chama Megan) está desaparecida e decide ‘ajudar’ nas investigações.

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O que mais me chamou a atenção foi à proposta da autora de abordar a ação de um psicopata. Ao contrário do que muita gente imagina, psicopatas não são apenas Hannibal ou matadores em série.  Muitos pelo contrário! muitos nem chegam a cometer um assassinato, e costuma ter uma vida aparentemente normal – assim como você e eu – trabalham, têm amigos, namoradas (os) ou esposas (os), uma família, mas quando definem uma meta, sai de baixo. Eles passam por cima (literalmente) da própria mãe ser for preciso.

Estima-se que no Brasil existam 7,6 milhões de psicopatas, destes menos de 1% se torna assassino em série.  Uma curiosidade: é 4 vezes mais comum encontrar psicopatas nas empresas do que na população em geral.  Mas, às vezes você também pode se relacionar com um psicopata (que você conheceu na empresa), como foi o meu caso. E adianto: a experiência não é nada agradável.

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Por isso este tipo de leitura é tão didático. Você pode estar pensando: nossa, esta daí ficou paranoica e chama o cara – coitado – de psicopata só porque o final do relacionamento foi conturbado. Engano! Eu apenas percebi que é muito fácil encontrar pessoas com este distúrbio psicológico e que elas sabem, como ninguém, usar o seu poder de persuasão e manipulação para conseguirem o que querem. O que precisamos é aprender a interpretar os sinais.

Se aquele colega de trabalho tira vantagens e provoca intriga no ambiente de trabalho, obviamente não é uma pessoa boa para você estar envolvida, a mesma coisa no âmbito amoroso, se o seu companheiro (a) mina a sua autoestima e faz com que você se sinta pior do que um cocô de cachorro pisado na rua, fuja!

Leiam o livro! Sei que ao longo da leitura você vai querer deixar o título de lado por causa da Rachel (sim, ela é irritante!), mas não desista. Confesso que durante a leitura senti vontade de entrar no livro e dar um soco nela, para largar de ser tão intrometida. Porém, no final da história você vai perceber a força deste personagem e a fragilidade do seu perfil psicológico, logo perdoará tanta chatice.

E você, já leu este livro? Tem outra opinião sobre a obra! Compartilhe com a gente!

E antes de acabar este post, obrigada Tamara pelo presente de amigo secreto e pela dedicatória fofa S2.

Beijos

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