Cinema

Cinema: A Cabana  

Como anda a sua fé? Nos momentos de adversidade você costuma questionar Deus pela provação ou acredita que tudo nessa vida tem um propósito?  Essa é a linha mestra do filme A Cabana, baseado no best-seller de William P. Young, que teve 3,5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Se você não gosta de spoiler, recomendo que você deixe de ler esse texto agora! hahahaha

Com direção de Stuart Hazeldine, o longa conta história de Mackenzie– interpretado pelo ator Sam Worthington – que entra em depressão profunda após o desaparecimento da filha caçula, Missy, durante um passei em família. A única pista encontrada pela polícia foi o vestido da criança e manchas de sangue em uma cabana abonada. O episódio desestruturou a família e abalou a fé de Mark. Após receber um convite inusitado, ele decide retornar a cabana abandona, onde iniciará uma jornada espiritual para o resgate da sua fé. Nesse processo, ele contará com apoio da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).

Como no livro, Deus ganha vida no corpo de uma mulher negra, interpretada pela atriz Octavia Spencer (que eu amo de paixão); Jesus Cristo é um homem israelense, interpretado por Avraham Aviv Alush; e o espírito santo interpretado pela atriz japonesa, Sumire Matsubara. Eu achei a sacada do autor sensacional em trazer os símbolos máximos da igreja em etnias diferentes, mostrando que Deus não privilegia uma raça ou uma sexualidade, mas a todos. Fato este, que muita gente esquece (infelizmente!)

O clímax do filme, pelo menos na minha opinião, é a conversa de Mark com a Sabedoria, interpretada pela atriz brasileira Alice Braga. Em um dos diálogos, a Sabedoria recorda o quanto o ser humano é capaz de fazer julgamentos superficiais sobre as pessoas e considerar essas ‘impressões’ como verdades absolutas. Fato! Quantas vezes nós julgamos alguém pela aparência ou um comentário alheio? Inúmeras! E esse momento do filme me fez questionar algumas coisas:

  • Será que eu gostaria de ser julgada da mesma forma que eu julgo os erros dos outros? Claro que não! Perdoar é uma coisa muito difícil e requer um exercício diário. É muito mais fácil pedir desculpas e esperar que pessoa entenda a sua falha e passe uma borracha por cima do que aconteceu.
  • Mas, será que é justo cobrar isso de alguém quando a gente não é capaz de perdoar com facilidade? Não! Digo por mim: perdoar a falha do outro, ainda mais quando é uma pessoa próxima, é muito difícil! Mas, é necessário. Isso não quer dizer que você vai esquecer o que aconteceu, mas, que você vai fazer o possível para não deixar que mágoa tome conta do seu coração.

Dias Estilosos _Filme a Cabana_ Foto Divulgação

Evidentemente eu não vou contar o final do filme, né? Mas, acho que vale a pena ir ao cinema, afinal o resgate da fé de Mark, no fundo, é a jornada de cada uma de nós. E faz com que a gente reflita sobre a forma como encaramos as adversidades: tentamos superar os momentos triste ou encontrar culpados?  Afinal, como diz o ditado: a dor é inevitável, mas o sofrimento (em boa parte dos casos) é opcional. Nestes momentos, a fé é uma grande aliada para superar os fatos ruins.

Ah, outra coisa: o filme fala sobre espiritualidade e não sobre uma religião específica.

Confesso que não gosto muito de ver filmes baseados nos livros que eu já li, porque eu sempre gosto mais do enredo do livro. E neste caso não foi diferente! Achei o desfecho do filme fraco e cheio de lacunas! Quem não leu o livro (ou parou na metade) sai da sessão com dúvidas. Tanto é que tive que explicar o final (do livro, é claro) para dois amigos que foram assistir o filme comigo.

E você: já assistiu ao filme? Leu o livro? O que você achou?

Beijos

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